Agora que você compreendeu totalmente a definição de risco de crédito, vamos analisar casos que são mais difíceis de prever como parte da sua análise de risco de crédito.
Por exemplo, você concedeu crédito a um cliente que usa dissimulação contábil para esconder elementos-chave de sua situação comercial ou financeira. Suas contas foram adulteradas e não refletem a capacidade de pagamento quando o pagamento está vencido.
Naturalmente, isso geralmente é trabalho da gestão ou da equipe executiva, as únicas pessoas em posição de manipular as contas.
A manipulação contábil pode chegar até a fraude em falência: permite aos gestores estruturar a liquidação da empresa por meio de operações fraudulentas (ocultação de ativos, aumento fictício ou ruinoso de passivos...). Às vezes, a falência legal pode ser "estratégica".
O objetivo é reduzir a dívida da empresa ou sair de contratos existentes, por exemplo, com fornecedores ainda não pagos.
A fraude também é às vezes perpetrada por terceiros, como no caso da fraude de "fornecedor falso": um hacker aproveita o período de pagamento concedido ao seu cliente no âmbito de um crédito comercial para roubar sua identidade e substituir seus próprios dados bancários pelos seus.
Outras vezes, a transação em si é hackeada, muitas vezes quando o método de pagamento não é seguro. Tecnologias cada vez mais sofisticadas de fraude cibernética estão tornando esse tipo de golpe mais frequente e difícil de prevenir.